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17 mar 2021/ ASCOM

Tecnologias desenvolvidas no IMD ajudam sociedade no combate à pandemia


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) atuou, desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, para ajudar a sociedade no combate à doença. Isso foi feito através de várias das suas unidades acadêmicas, inclusive o Instituto Metrópole Digital (IMD). Nesta quarta-feira (17), quando se completa um ano desde que as atividades presenciais da UFRN passaram a ser realizadas de maneira remota, o IMD relembra algumas de suas diversas ações voltadas para contribuir com o enfrentamento da pandemia.

Dentre as muitas iniciativas do Instituto, pode-se relacionar o Sistema de Gestão de Leitos, o Sistema para Gerenciamento de Exames de Covid-19, o software para contratação emergencial de recursos humanos para atuar no combate à pandemia e o aplicativo Tô de Olho, voltado para monitorar o isolamento social e os riscos de contágio.

Gerenciamento de leitos

Desenvolvido a partir de uma solicitação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o Sistema de Gestão Leitos foi implementado no início de abril de 2020. A tecnologia funciona de modo a permitir que os gestores em saúde tenham informações, em tempo real, de quantos leitos as unidades possuem para atender casos de Covid-19 e como está a ocupação deles.

Além disso, a tecnologia também disponibiliza dados de quais leitos estão ocupados com pacientes com suspeita da doença, quantos com casos confirmados e quantos de UTI. A plataforma, que tem usabilidade fácil e até intuitiva, é alimentada por pessoas destacadas para isso em cada unidade de saúde, tanto na rede pública como nos hospitais privados.

O Sistema de Gerenciamento de Leitos também gera uma série de relatórios: de diagnósticos, números diários, casos suspeitos e confirmados. Dentre outras vantagens, seu uso permite a alocação e realocação de doentes de maneira mais rápida, de acordo com protocolos de saúde relacionados à gravidade da doença. Até o momento, dezenas de milhares de pacientes já foram registrados por meio da tecnologia.

Exames

Já o Sistema para o Gerenciamento de Exames de Covid-19 foi desenvolvido pelo IMD para outra unidade da UFRN, o Instituto de Medicina Tropical (IMT). Desde o início da pandemia, o IMT se juntou a outros órgãos públicos e passou a realizar exames de Covid-19 com o objetivo de contribuir para dar conta da demanda nesse setor. Para isso, a unidade necessitava de uma ferramenta de informática capaz de suportar o volume de dados e o gerenciamento dos testes que passaram a ser feitos. Foi aí que entrou em cena a parceria com o Instituto Metrópole Digital.

O sistema registra os dados dos exames desde o recebimento das amostras, passando pelas informações clínicas e chegando até a disponibilização dos laudos. O IMT já realizou cerca de 90 mil exames de Covid-19, cujas demandas são enviadas por órgãos conveniados, como é o caso de 17 secretarias municipais de saúde, três UPAs e o Hospital dos Pescadores, em Natal.

“Não conseguiria pensar o trabalho que fazemos sem o sistema desenvolvido pelo IMD”, afirma a diretora do Instituto de Medicina Tropical, a professora Selma Jerônimo. Segundo ela, a ferramenta proporciona “maior rapidez e qualidade da informação”, além de poder ser usado para fins como o rastreamento da disseminação da doença, por meio da verificação da localização dos casos e o crescimento da incidência. “Isso é feito automaticamente, gerando informações importantes para a tomada de decisões”, explica a diretora.

Profissionais de saúde

Outra faceta do combate à pandemia está relacionada à necessidade de mais profissionais, especialmente da área de saúde, para atuar no atendimento aos pacientes. Para ajudar na seleção dessas pessoas foi que o IMD realizou outra parceria com a Sesap, e desenvolveu um software empregado para auxiliar o órgão na realização de seus processos seletivos de profissionais temporários.

A tecnologia foi usada para promover o cadastramento online e a contratação de profissionais para atuarem no atendimento à população, consistindo em um sistema que garante à Sesap o monitoramento em tempo real de todo o processo seletivo, além de permitir a divulgação de editais. “A secretaria precisava de uma solução que fosse criada rapidamente, dada a urgência da contratação desses novos profissionais”, lembra o diretor de Tecnologia da Informação do IMD, professor Itamir Barroca.

Isolamento social

Mais uma tecnologia desenvolvida pelo IMD para ajudar no combate à pandemia foi a plataforma e aplicativo de celular Tô de Olho, feita em parceria com o Ministério Público Estadual e tendo como objetivo monitorar o isolamento social no estado. A ferramenta permite aos usuários fazerem denúncias online caso saibam da ocorrência de concentrações de pessoas em locais públicos.

Em um segundo momento, o Tô de Olho também passou a oferecer uma funcionalidade, baseada em um algoritmo de rastreamento de contato, que tem a finalidade de contribuir para reduzir a propagação do Coronavírus. O recurso detecta, por meio do histórico de localização, quem teve contato com uma pessoa infectada no período de contágio da doença. Desse modo, o usuário pode ser notificado para reforçar o isolamento.

Para utilizar essa função da ferramenta, o interessado precisa, além de baixar o aplicativo no telefone celular, fazer a doação de seu próprio histórico de localização, informação que deverá ser disponibilizada no sistema pelo próprio cidadão usuário de contas do Google. Assim, a tecnologia torna possível criar o vínculo epidemiológico entre os usuários do aplicativo.

Transversal

O fato da Tecnologia da Informação (TI) possuir um caráter transversal para com várias áreas do conhecimento – e também com campos de atuação da Administração Pública e do Setor Produtivo – foi um dos fatores que permitiram ao IMD construir variadas contribuições para o combate à pandemia. Além da atuação e mobilização do seu corpo de docentes, estudantes e servidores. E, para além das soluções tecnológicas, o ano que se passou também viu o Instituto realizar ações em suas diversas vertentes de atuação – seja no ensino, no empreendedorismo ou na extensão universitária – que tiveram por objetivo tentar dirimir os impactos do novo Coronavírus na sociedade.

 

 

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