Aluno do IMD se prepara para estágio na França após hackathon
Estudante do BTI realizará intercâmbio profissional de seis meses na empresa francesa ClearSy
08-06-2026 / ASCOM
O estudante do Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI) do Instituto Metrópole Digital, Henrique Fouquet, está nos preparativos para iniciar um estágio internacional de seis meses na sede da empresa francesa ClearSy, localizada em Aix-en-Provence, no sul da França. A oportunidade foi conquistada após o aluno alcançar o primeiro lugar na terceira edição do hackathon voltado à aplicação de Métodos Formais na Engenharia de Software, promovido pelo IMD em parceria com a companhia.
A premiação foi resultado do desempenho do estudante durante a competição acadêmica, realizada ao longo de cinco dias e voltada aos alunos da disciplina de Métodos Formais de Engenharia de Software. Durante o hackathon, os participantes foram desafiados a desenvolver uma versão simplificada de um sistema de controle de segurança ferroviária utilizando o método B, tecnologia aplicada no desenvolvimento de sistemas críticos e amplamente utilizada pela ClearSy.
“Acredito que essa oportunidade vai me auxiliar tanto na parte técnica quanto cultural em relação à minha carreira. No lado técnico, vou ter a oportunidade de trabalhar diretamente com desenvolvimento de software em um contexto de sistemas de alta confiabilidade, da área de Métodos Formais, o que vai me permitir aplicar na prática os conceitos de Engenharia de Software e Ciência da Computação que aprendi durante o curso” destacou Henrique Fouquet.
“Além disso, a experiência de trabalhar em um ambiente internacional, falando outro idioma e colaborando com um time multicultural, com certeza vai possibilitar desenvolver minhas habilidades de comunicação, conhecer novas realidades e aumentar minha visão de mundo sobre o mercado de TI em geral”, complementa.
Segundo o professor do Departamento de Informática e Matemática Aplicada (Dimap), que articulou o hackathon junto à Clearsy, o estágio de Fouquet “fortalece a inserção internacional da UFRN e contribui para para a formação profissional do aluno, o que permite que ele coloque em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso em um ambiente profissional”.
Viagem
A saída do estudante de Natal está marcada para o final de julho de 2026. Durante os seis meses de estágio, com previsão de encerramento em fevereiro de 2027, Henrique atuará junto às equipes da ClearSy em projetos relacionados a sistemas críticos e métodos formais de engenharia de software, na cidade de Aix-en-Provence, no sul da França.
O estudante ficará hospedado com despesas custeadas pela empresa francesa. Além da bolsa remunerada, a iniciativa contempla passagem aérea, seguro e acompanhamento da equipe da companhia durante o período de adaptação no país.
Esta será a primeira experiência de intercâmbio de Henrique, além de sua primeira viagem internacional. “Correndo aqui para aprender o francês”, brincou o estudante.
ClearSy
Com mais de 30 anos de atuação em pesquisa e desenvolvimento, a ClearSy desenvolve soluções voltadas a sistemas críticos em setores como transporte ferroviário, energia nuclear, saúde, microeletrônica e aeroespacial.
A parceria entre a empresa francesa e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte ocorre desde 2016, envolvendo atividades acadêmicas, desafios práticos e oportunidades de formação internacional para estudantes da área de Tecnologia da Informação.
O hackathon promovido junto à empresa francesa é uma dessas parcerias. Ocorrido em julho de 2025, o evento teve como proposta ampliar os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula por meio de desafios práticos envolvendo Métodos Formais de Engenharia de Software.
Nesta edição, os participantes precisaram desenvolver um software capaz de estimar a ocupação de trilhos ferroviários, funcionalidade essencial para evitar colisões entre trens. A dinâmica ocorreu em cinco sessões realizadas ao longo de uma semana, com desafios progressivos baseados no conteúdo estudado durante o semestre.
“Desde que tomei conhecimento dessa área, descobrir como é a aplicação prática dos conceitos que vimos durante a matéria de Métodos Formais foi sempre um ponto de interesse para mim. Junto a isso, a parte de resolução de problemas trabalhada no hackathon é algo que já venho praticando nos últimos anos participando das maratonas de programação”, afirmou.