IMD apresenta protótipo de aplicativo para auxiliar triagem de pacientes imunobiológicos
Solução utiliza IA para apoiar médicos na avaliação de pacientes para terapias imunobiológicas
13-08-2026 / ASCOM
Pesquisadores do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) apresentaram, na tarde desta quinta-feira, 13, uma primeira versão de um aplicativo voltado a auxiliar médicos na triagem e priorização de pacientes para terapias imunobiológicas, com o apoio de recursos de inteligência artificial.
O produto tecnológico é fruto de uma parceria entre o IMD e a Multiservice – em projeto feito no âmbito da Unidade do Metrópole Digital da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) – e visa oferecer aos médicos da empresa todo o suporte na organização e interpretação das informações coletadas durante atendimentos.
A apresentação da solução aconteceu às 14h, na Sala Cérebro do Metrópole IA, prédio recém inaugurado do IMD. O momento comemora a entrega do primeiro marco do projeto, correspondente ao desenvolvimento do Produto Mínimo Viável (MVP) do aplicativo, o qual se chamará BiON.
Segundo Sidney Augusto, mentor do projeto e representante da empresa Multiservice, o aplicativo BiON, a proposta é facilitar o acesso de médicos a informações e ferramentas voltadas ao tratamento de doenças autoimunes. “O aplicativo serve como uma ferramenta de rotina que ajuda no seu cotidiano tanto do médico como dos pacientes”, explica.
Projeto
O projeto teve início há aproximadamente três meses. A iniciativa prevê uma otimização considerável da avaliação e priorização de pacientes para terapias imunobiológicas — tratamentos baseados no uso de anticorpos e utilizados em determinadas doenças autoimunes.
“A ideia do aplicativo é servir como um auxiliar para o médico que avalia o paciente em consultório e tornar todo esse processo menos laborioso, ajudando a fazer sentido aquelas informações”, comenta o professor do IMD André Fonseca, coordenador do projeto junto à Unidade Embrapii.
Para isso, o docente explica que um dos recursos previstos no aplicativo é o uso de Inteligência Artificial (IA). Nesse contexto, a tecnologia não substitui a atuação do médico, mas poderá consultar documentos de referência, como consensos médicos, e auxiliar na interpretação e organização dos dados coletados.
A equipe responsável pelo desenvolvimento é formada por seis integrantes: dois professores, um engenheiro de software sênior, um engenheiro de software pleno, dois engenheiros de software juniores e um cientista de dados pleno.
Além de Fonseca, o projeto também conta com a liderança técnica do professor do IMD Silvan Ferreira Júnior.
A iniciativa terá continuidade pelos próximos meses, com previsão de conclusão em novembro de 2026, quando deverá ser entregue a versão final do aplicativo. Sidney também ressalta que a expectativa é que o projeto contribua para ampliar o acesso a profissionais especializados em diferentes regiões do país.
Inteligência Artificial
Para André Fonseca, a realização da entrega no Metrópole IA também representa uma oportunidade de aproximar os projetos desenvolvidos em parceria com empresas da estrutura de pesquisa e inovação do IMD.
A iniciativa integra a atuação da Unidade Embrapii Metrópole Digital, estrutura do IMD voltada ao desenvolvimento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em parceria com o setor produtivo.
Credenciado à rede Embrapii desde 2023, o Instituto utiliza a unidade para ampliar a realização de projetos tecnológicos em colaboração com empresas, de forma não apenas a fortalecer parcerias como também promover mão de obra especializada, aprendizado prático em tecnologia e oportunidades de emprego e empreendedorismo na Universidade.